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Modelo Entidade Relacionamento – Exercício Rádio Táxi

Modelo Entidade Relacionamento - Exercício Rádio Táxi

O post Modelo Entidade Relacionamento – Exercício Rádio Táxi demonstra como modelar o banco de dados para uma empresa de rádio táxi online utilizando a ferramenta ErWin. Além disso, o post apresenta alguns conceitos sobre Modelo Entidade Relacionamento (MER).

Modelo Entidade Relacionamento – Exercício Rádio Táxi

1 parte – Arquivos necessários para a modelagem do banco de dados

2 parte – Primeira versão da modelagem

3 parte – Primeira versão da modelagem

1 Versão do modelo implementado na ferramenta ErWin

modelo rádio táxi

4 parte – Segunda versão da modelagem

O vídeo relacionado com a segunda versão da modelagem será postado na próxima semana.

2 Versão do modelo implementado na ferramenta ErWin

Novo modelo do banco rádio taxi

Conceitos teóricos sobre MER

O material teórico sobre MER foram retirados do site devmedia.

O que é Modelo Entidade Relacionamento?

O Modelo Entidade Relacionamento é um modelo conceitual utilizado na Engenharia de Software para descrever os objetos (entidades) envolvidos em um domínio de negócios, com suas características (atributos) e como elas se relacionam entre si (relacionamentos). Em geral, este modelo representa de forma abstrata a estrutura que possuirá o banco de dados da aplicação.

Entidades

As entidades podem ser classificadas como físicas ou lógicas, de acordo sua existência no mundo real. Entidades físicas: são aquelas realmente tangíveis, existentes e visíveis no mundo real, como um cliente (uma pessoa, uma empresa) ou um produto (um carro, um computador, uma roupa). Já as entidades lógicas são aquelas que existem geralmente em decorrência da interação entre ou com entidades físicas, que fazem sentido dentro de um certo domínio de negócios, mas que no mundo externo/real não são objetos físicos (que ocupam lugar no espaço). São exemplos disso uma venda ou uma classificação de um objeto (modelo, espécie, função de um usuário do sistema).

As entidades são nomeadas com substantivos concretos ou abstratos que representem de forma clara sua função dentro do domínio. Exemplos práticos de entidades comuns em vários sistemas são Cliente, Produto, Venda, Turma, Função, entre outros.

Podemos classificar as entidades segundo o motivo de sua existência:

  • Entidades fortes: são aquelas cuja existência independe de outras entidades, ou seja, por si só elas já possuem total sentido de existir. Em um sistema de vendas, a entidade produto, por exemplo, independe de quaisquer outras para existir.
  • Entidades fracas: ao contrário das entidades fortes, as fracas são aquelas que dependem de outras entidades para existirem, pois individualmente elas não fazem sentido. Mantendo o mesmo exemplo, a entidade venda depende da entidade produto, pois uma venda sem itens não tem sentido.
  • Entidades associativas: esse tipo de entidade surge quando há um relacionamento do tipo muitos para muitos (explicado a seguir). Nestes casos, é necessária a criação de uma entidade intermediária cuja identificação é formada pelas chaves primárias (explicado mais adiante) das outras duas entidades. No contexto de uma aplicação de vendas, como precisamos relacionar vendas e produtos numa relação muitos para muitos, a entidade produto não pode referenciar diretamente a venda, nem o inverso, pois isso caracterizaria um relacionamento um para um, ou um para muitos. Sendo assim, criamos uma entidade intermediária para representar os itens da venda, que tanto possuem a identificação do produto, quando da venda em que estão contidos. Neste caso específico, também caberiam a esta entidade informações como quantidade de itens e desconto unitário, por exemplo.

Mais adiante veremos um exemplo prático onde poderemos observar a existência dessas entidades de forma mais clara.

Relacionamentos

Uma vez que as entidades são identificadas, deve-se então definir como se dá o relacionamento entre elas. De acordo com a quantidade de objetos envolvidos em cada lado do relacionamento, podemos classifica-los de três formas:

  • Relacionamento 1..1 (um para um): cada uma das duas entidades envolvidas referenciam obrigatoriamente apenas uma unidade da outra. Por exemplo, em um banco de dados de currículos, cada usuário cadastrado pode possuir apenas um currículo na base, ao mesmo tempo em que cada currículo só pertence a um único usuário cadastrado.
  • Relacionamento 1..n ou 1..* (um para muitos): uma das entidades envolvidas pode referenciar várias unidades da outra, porém, do outro lado cada uma das várias unidades referenciadas só pode estar ligada uma unidade da outra entidade. Por exemplo, em um sistema de plano de saúde, um usuário pode ter vários dependentes, mas cada dependente só pode estar ligado a um usuário principal. Note que temos apenas duas entidades envolvidas: usuário e dependente. O que muda é a quantidade de unidades/exemplares envolvidas de cada lado.
  • Relacionamento n..n ou *..* (muitos para muitos): neste tipo de relacionamento cada entidade, de ambos os lados, podem referenciar múltiplas unidades da outra. Por exemplo, em um sistema de biblioteca, um título pode ser escrito por vários autores, ao mesmo tempo em que um autor pode escrever vários títulos. Assim, um objeto do tipo autor pode referenciar múltiplos objetos do tipo título, e vice versa.

Os relacionamentos em geral são nomeados com verbos ou expressões que representam a forma como as entidades interagem, ou a ação que uma exerce sobre a outra. Essa nomenclatura pode variar de acordo com a direção em que se lê o relacionamento. Por exemplo: um autor escrevevários livros, enquanto um livro é escrito por vários autores.

Atributos

Atributos são as características que descrevem cada entidade dentro do domínio. Por exemplo, um cliente possui nome, endereço e telefone. Durante a análise de requisitos, são identificados os atributos relevantes de cada entidade naquele contexto, de forma a manter o modelo o mais simples possível e consequentemente armazenar apenas as informações que serão úteis futuramente. Uma pessoa possui atributos pessoais como cor dos olhos, altura e peso, mas para um sistema que funcionará em um supermercado, por exemplo, estas informações dificilmente serão relevantes.

Os atributos podem ser classificados quanto à sua função da seguinte forma:

  • Descritivos: representam característica intrínsecas de uma entidade, tais como nome ou cor.
  • Nominativos: além de serem também descritivos, estes têm a função de definir e identificar um objeto. Nome, código, número são exemplos de atributos nominativos.
  • Referenciais: representam a ligação de uma entidade com outra em um relacionamento. Por exemplo, uma venda possui o CPF do cliente, que a relaciona com a entidade cliente.

Quanto à sua estrutura, podemos ainda classificá-los como:

  • Simples: um único atributo define uma característica da entidade. Exemplos: nome, peso.
  • Compostos: para definir uma informação da entidade, são usados vários atributos. Por exemplo, o endereço pode ser composto por rua, número, bairro, etc.

Alguns atributos representam valores únicos que identificam a entidade dentro do domínio e não podem se repetir. Em um cadastro de clientes, por exemplo, esse atributo poderia ser o CPF. A estes chamamos de Chave Primária.

Já os atributos referenciais são chamados de Chave Estrangeira e geralmente estão ligados à chave primária da outra entidade. Estes termos são bastante comuns no contexto de bancos de dados. Mantendo o exemplo anterior, a entidade cliente tem como chave primária seu CPF, assim, a venda possui também um campo “CPF do cliente” que se relaciona com o campo CPF da entidade cliente.

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Fontes: http://www.devmedia.com.br/modelo-entidade-relacionamento-mer-e-diagrama-entidade-relacionamento-der/14332